É subversivo
falar de campesinato?
Durante milhares de anos praticamente toda a humanidade foi camponesa. Os camponeses e as camponesas instalaram-se em meios naturais muito diferentes. Com os seus conhecimentos, a sua forma de gerir os “recursos naturais”, a organização das suas sociedades, souberam adaptar-se…
Ser agricultor e agricultora
Pedimos a algumas pessoas agricultoras, de vários pontos do país, que nos contassem o que fazem, o que significa para elas serem agricultoras – ou camponesas – e como vivem a sua relação com a terra, os animais e os territórios em que habitam.
Agricultura camponesa no Equador
Falar aqui de agricultura camponesa remete-nos para a agricultura praticada há milhares de anos, que pode ser definida como o exercício ou prática da criação da vida em comunidades humanas profundamente enraizadas nos Andes e que cultivam não só plantas, ‘tarpuy’, nem apenas animais, ‘uywai’, mas também sementes, ‘muju’, solo, ‘allpa’, água, ‘yaku’, floresta, ‘sacha sacha’.
RESISTÊNCIAS CAMPONESAS NA EUROPA
A REVOLTA DO HOMEM E DA MULHER COMUM
Uma conversa com Silvia Federici, ativista feminista, professora universitária e escritora. Os seus estudos são uma referência importante para a teoria marxista feminista, a história das mulheres, a filosofia política e a história e teoria dos bens comuns. O seu livro mais conhecido, Calibã e a Bruxa, oferece uma alternativa crítica à teoria da acumulação primitiva de Marx e é uma contribuição fundamental para a análise histórica dos papéis de género, da família e da sociedade patriarcal ao longo dos séculos até à ascensão do capitalismo.
“É para o gasto da casa”
Desafiando noções de economia
A marcha da financeirização sobre as terras agrícolas:
a prova-de-conceito do agronegócio no Alentejo
Socializar o risco: investimento público ao serviço de alguns
Nos campos do Sul, no Baixo Alentejo, a paisagem está em plena transformação. Não é a primeira vez que estes territórios testemunham mudança, mas nunca foi tão rápida. Na história recente, a partir da década de 30 do século passado, as Campanhas do Trigo fizeram a monocultura trepar pelas encostas e rapar as charnecas1. Na última década, brotam sebes densas de oliveiras, espaçadas com …
ESTA TERRA É NOSSA!
Testemunho sobre a legalização das terras comunitárias na Zona Verde (Guiné-Bissau)
Território(s) Campones(es)
Solo político
O arquivo colonial de solos encontra-se alojado na Pedoteca em Lisboa, um termo que designa uma biblioteca pedológica, ou biblioteca de solos. As amostras de solo e relatórios das missões pedológicas estão reunidas no Instituto Superior de Agronomia (ISA) em Lisboa, …
Semear entre safras
Espalhar diversidade contra ventos de hegemonia
Uma conversa dinamizada pelo CIDAC e Pedro Horta, com Jorge Ferreira, consultor agrícola, agricultor e membro da Colher para Semear e Maria Helena Marques, antropóloga, autora do livro “Guardar as sementes“, sobre sementes, o seu papel nas práticas agrícolas, as diferenças entre sementes tradicionais e sementes industriais, sobre agrobiodiversidade e a importância de guardar e reproduzir sementes e muito mais! Como diz o ditado: “Em outubro, sê prudente. Guarda pão, guarda semente.”
PROPOSTAS PEDAGÓGICAS
O N.º 7 da revista Outras Economias foca-se na agricultura e nas múltiplas dimensões que abrange: as pessoas – camponeses/as e agricultores/as -; as multinacionais e os oligopólios que reestruturam os sistemas agroalimentares, e que hoje controlam desde a terra, às sementes, aos adubos; os efeitos desta agricultura – industrial – nos ecossistemas, nas pessoas e nas comunidades que continuam a viver da terra. Para quem vive nas cidades, parece um tema longínquo, mas na realidade toca-nos a todos e todas, porque dependemos da agricultura, da pesca, das florestas, para comer (e também para respirar)!
Apresentamos duas propostas pedagógicas para trabalhar esta temática com grupos. Na primeira, propomos duas investigações que permitem descobrir, a partir de casos reais, a importância da biodiversidade. Na segunda, propomos uma pequena dramatização, em grupo, em que os e as participantes poderão discutir as desigualdades nas cadeias agroalimentares mundiais.
Não se esqueça: há propostas pedagógicas também nos n.º 1, 2, 3, 4, 5 e 6 que poderá descobrir e explorar!


