# 7- Agri-culturas – os campos em disputa?

Editorial

Uma necessidade básica comum aos seres vivos, entre eles os humanos, é comer. Com composições e variedades diferentes, e também em quantidades diferentes, os seres humanos alimentam-se. Em vários momentos históricos e em muitas geografias esse alimento – para o corpo e para a alma – escasseia.

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É subversivo

falar de campesinato?

Durante milhares de anos praticamente toda a humanidade foi camponesa. Os camponeses e as camponesas instalaram-se em meios naturais muito diferentes. Com os seus conhecimentos, a sua forma de gerir os “recursos naturais”, a organização das suas sociedades, souberam adaptar-se…

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Ser agricultor e agricultora

Pedimos a algumas pessoas agricultoras, de vários pontos do país, que nos contassem o que fazem, o que significa para elas serem agricultoras – ou camponesas – e como vivem a sua relação com a terra, os animais e os territórios em que habitam.

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Agricultura camponesa no Equador

Falar aqui de agricultura camponesa remete-nos para a agricultura praticada há milhares de anos, que pode ser definida como o exercício ou prática da criação da vida em comunidades humanas profundamente enraizadas nos Andes e que cultivam não só plantas, ‘tarpuy’, nem apenas animais, ‘uywai’, mas também sementes, ‘muju’, solo, ‘allpa’, água, ‘yaku’, floresta, ‘sacha sacha’.

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RESISTÊNCIAS CAMPONESAS NA EUROPA

A REVOLTA DO HOMEM E DA MULHER COMUM

Uma conversa com Silvia Federici, ativista feminista, professora universitária e escritora. Os seus estudos são uma referência importante para a teoria marxista feminista, a história das mulheres, a filosofia política e a história e teoria dos bens comuns. O seu livro mais conhecido, Calibã e a Bruxa, oferece uma alternativa crítica à teoria da acumulação primitiva de Marx e é uma contribuição fundamental para a análise histórica dos papéis de género, da família e da sociedade patriarcal ao longo dos séculos até à ascensão do capitalismo.

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“É para o gasto da casa”

Desafiando noções de economia

Quando pensamos em economia o que nos vem à cabeça? Trabalho, salário, lucro, dificuldades, pessoas ricas, pobres, mercados, bolsas, poupanças, dinheiro, crédito, débito, bancos, contas, produção, consumo…

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O complexo agroindustrial

Excerto da conversa Pourquoi les Agriculteurs disparaissent? Décryptage avec l’Atelier Paysan, entre Aristide Athanassiadis, de Circular Metabolism Podcast e Hugo Persillet, do Atelier Paysan (França).

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PAC

uma política para a libertação da Europa?

Suponho que poucas pessoas, na Europa, se considerem europeias por partilharem uma Política Agrícola Comum (PAC). Nos tempos que vivemos, de constantes bombardeamentos de informação, este género de reação é bastante provável: “O que me importa de mais um documento burocrático que não posso alterar?”

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Quem se alimenta do sistema alimentar?

A concentração do poder corporativo a montante do nosso prato

Nas montras do consumo há uma aparente diversidade. Prateleiras sem fim de pacotes, garrafas e sacos coloridos; vegetais e frutas frescas entre exóticas e corriqueiras, marcas infinitas de produtos no tamanho conveniente para preencher o carrinho das compras. Para a maioria de nós, nesse papel de consumidor/a, os alimentos não têm grande história para contar, apenas o que são e o seu preço, para considerarmos a receita a confecionar e gerirmos o orçamento disponível para o mês.

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A terra a quem não a trabalha

A realidade do trabalho agrícola no Alentejo

Uma conversa com Alberto Matos, da SOLIM – Solidariedade Imigrante, associação pela defesa dos direitos dos e das imigrantes em Portugal, de âmbito nacional e sem fins lucrativos, criada em 2001.

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A marcha da financeirização sobre as terras agrícolas:
a prova-de-conceito do agronegócio no Alentejo

Socializar o risco: investimento público ao serviço de alguns

Nos campos do Sul, no Baixo Alentejo, a paisagem está em plena transformação. Não é a primeira vez que estes territórios testemunham mudança, mas nunca foi tão rápida. Na história recente, a partir da década de 30 do século passado, as Campanhas do Trigo fizeram a monocultura trepar pelas encostas e rapar as charnecas1. Na última década, brotam sebes densas de oliveiras, espaçadas com …

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ESTA TERRA É NOSSA!

Testemunho sobre a legalização das terras comunitárias na Zona Verde (Guiné-Bissau)

Uma conversa com Miguel Barros, da organização guineenseTiniguena – Esta terra é nossa!, sobre os processos de reivindicação de terras comunitárias, na Zona Verde, região de Quínara, no sul da Guiné-Bissau.

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Território(s) Campones(es)

Uma conversa com Gerardo Amador Caballero, do Coordinador Nacional Agrario (CNA), na Colômbia. O CNA é uma organização camponesa, de mulheres e homens pescadores, agricultores, mineiros e trabalhadores rurais, com presença em 24 departamentos do país, formada por núcleos a nível local, regional e estadual, em que se articulam e se reconhecem como classe popular.

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Solo político

O arquivo colonial de solos encontra-se alojado na Pedoteca em Lisboa, um termo que designa uma biblioteca pedológica, ou biblioteca de solos. As amostras de solo e relatórios das missões pedológicas estão reunidas no Instituto Superior de Agronomia (ISA) em Lisboa, …

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O PAPEL DA EDUCAÇÃO POPULAR NO FORTALECIMENTO DOS MOVIMENTOS CAMPONESES EM TIMOR-LESTE

O mundo enfrenta diversos problemas complexos nas áreas social, econômica, ambiental, cultural e política, causados ​​pelo sistema capitalista global, que carece do espírito de libertação dos povos, reforçado pelo movimento de globalização da economia, da ciência e da tecnologia, que destrói a cultura do coletivismo e a sensibilidade às pessoas e à ecologia. Isso ocorre porque nosso conceito de educação não reflete a realidade sociocultural e socioeconômica da sociedade.

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A comida é um assunto do povo

Reflexões do ciclo de debates "Os direitos básicos fora do capitalismo"

Mercantilização é uma palavra que usamos e praticamos habitualmente. Mas temos a certeza do seu significado? Se procurarmos nos dicionários, a questão é clara: “processo de transformação de bens em mercadorias com fins lucrativos”. Então, se os alimentos são um produto mercantilizado e até especulativo…

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Semear entre safras

Espalhar diversidade contra ventos de hegemonia

Uma conversa dinamizada pelo CIDAC e Pedro Horta, com Jorge Ferreira, consultor agrícola, agricultor e membro da Colher para Semear e Maria Helena Marques, antropóloga, autora do livro “Guardar as sementes“, sobre sementes, o seu papel nas práticas agrícolas, as diferenças entre sementes tradicionais e sementes industriais, sobre agrobiodiversidade e a importância de guardar e reproduzir sementes e muito mais! Como diz o ditado: “Em outubro, sê prudente. Guarda pão, guarda semente.”

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PROPOSTAS PEDAGÓGICAS

O N.º 7 da revista Outras Economias foca-se na agricultura e nas múltiplas dimensões que abrange: as pessoas – camponeses/as e agricultores/as -; as multinacionais e os oligopólios que reestruturam os sistemas agroalimentares, e que hoje controlam desde a terra, às sementes, aos adubos; os efeitos desta agricultura – industrial – nos ecossistemas, nas pessoas e nas comunidades que continuam a viver da terra. Para quem vive nas cidades, parece um tema longínquo, mas na realidade toca-nos a todos e todas, porque dependemos da agricultura, da pesca, das florestas, para comer (e também para respirar)!

Apresentamos duas propostas pedagógicas para trabalhar esta temática com grupos. Na primeira, propomos duas investigações que permitem descobrir, a partir de casos reais, a importância da biodiversidade. Na segunda, propomos uma pequena dramatização, em grupo, em que os e as participantes poderão discutir as desigualdades nas cadeias agroalimentares mundiais.

Não se esqueça: há propostas pedagógicas também nos n.º 1, 23, 4, 5 e 6 que poderá descobrir e explorar!

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janeiro, 2026

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